blog íntimo de Leandro Alano


25 de setembro de 2008 | N° 15739AlertaVoltar para a edição de hoje

URUGUAIANA

Pai é impedido de assistir ao parto da filha

Mesmo tendo o direito de assistir ao parto do filho, como prevê a lei, o universitário Leandro da Silva Alano, 28 anos, não pôde acompanhar o nascimento de sua primeira herdeira, em Uruguaiana, ontem, porque a Santa Casa de Caridade do município não permitiu o acesso.

Loren nasceu às 17h29min, longe dos olhos do pai, com 51centímetros e 3 quilos e 740 gramas.

Alano pediu a intervenção do Ministério Público, e o promotor Cláudio Ari Mello expediu um ofício à Santa Casa solicitando o direito de a gestante, Liana Cristina Barros, 30 anos, indicar um acompanhante, como prevê a Lei Federal 11.108, de 2005.

– Há a lei, mas se não houver condições técnicas para isso deve haver um entendimento. Solicitei ao hospital que apresentasse seus motivos – disse o promotor.

Diminuir o risco de contaminação foi a principal razão apresentada pela Santa Casa para vetar a entrada de acompanhantes.



Escrito por Leandro Alano às 00h44
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Comentário dos leitores sore o fato

ZERO HORA.com
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    Nome: Carla Beatriz Piuma Maise
    Cidade: Porto Alegre
    Estado: RS
    Data: 26/09/2008 08:37

    É lamentável que um absurdo como esse ainda aconteça aqui no RS em pleno século XXI. Como tenho acesso a plano de saúde, eu pude ter meu marido junto comigo no parto de nosso filho no hospital e sua presença foi fundamental para que eu me sentisse querida e amparada. Também tive a presença da doula no parto. Como foi PARTO NORMAL, ninguém exigiu que ele usasse roupa especial ou esterilizada. Além disso, meu marido não só acompanhou, como PARTICIPOU ativamente do trabalho de parto.

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    Nome: Kelen Pompeu
    Cidade: Santa Maria
    Estado: RS
    Data: 25/09/2008 20:47

    Como Doula tenho que comentar que a presença de um acompanhante faz toda a diferença na hora do parto, é um momento importante para a família e a mãe precisa estar amparada e segura nssa hora tão especial.Trabalho em um hospital 100% SUS, que deveria incentivar essa humanização,mas infelizmente,não é o que acontece. A melhor maneira de evitar esses abusos é a informação, pois a maioria desconhece a lei 11.108. é um direito nosso, devemos exigi-lo.

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    Nome: Aline Soares
    Cidade: Porto Alegre
    Estado: RS
    Data: 25/09/2008 11:39

    Sou profissional da saúde, sei que para entrar em bloco cirúrgico, uti, existe roupas específicas e pró-pés. O Sr. Leandro só precisava destes materiais e lavar bem as mãos, pois ele só iria ficar observando ou talvez fotografando. Não aceito que, em pleno século xx, isso aconteça, pois o nascimento de um filho é um momento sublime que não pode ser negado a um pai. Parabéns pelo comportamento reacionário e insensível dos funcionários e direção daquele hospital!

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    Nome: Michele
    Cidade: Rio Grande
    Estado: RS
    Data: 25/09/2008 10:57

    Quando ganhei minha filha,há 4 anos no hospital universitário da FURG em Rio Grande pelo SUS,também não deixaram meu marido ou outra pessoa me acompanhar durante todo o trabalho de parto.Me senti sozinha,durante as 5 horas q passei na sala de preparação/parto, sem ninguém conhecido ao meu lado.O interessante é q se fosse particular meu marido poderia ter entrado e acompanhado todo o processo,como foi com uma prima,pouco tempo depois.Durante o nascimento de seu filho,seu marido estava ao seu lado

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    Nome: FRANCISCO JOSÉ BARBOSA GONÇALVES
    Cidade: Santa Vitória do Palmar
    Estado: RS
    Data: 25/09/2008 10:43

    Não poderia o hospital de Uruguaiana adotar médotos de esterilização e fornecer roupa asséptica para o rapaz entrar na sala de parto? Garanto se o mesmo fosse médico ou estudante de medicina permitiriam com bom grado que estivesse presente ao parto. Podendo complicar para que simplificar?

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    Nome: Carla Araújo
    Cidade: Novo Hamburgo
    Estado: RS
    Data: 25/09/2008 10:27

    Concordo com a Rosane. Aqui em Novo Hamburgo é comum ver estes profissionais de saúde indo e vindo dos hospitais para suas casas, andando de ônibus ou a pé com o uniforme que usam para atender os pacientes. Sempre me perguntei se não havia o risco de contaminação, tanto dentro do hospital trazendo da rua alguma bactéria ou até mesmo levando as mesmas do hospital para suas próprias casas.

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    Nome: Luiz Fernando Romeiro Bressan
    Cidade: Florianopolis
    Estado: SC
    Data: 25/09/2008 10:18

    eu como Uruguaianense estou envergonhado com isso q aconteceu com esse rapaz,isso significa q a cidade esta retrocedendo.

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    Nome: Rosane Gayer dos santos
    Cidade: Santa Maria
    Estado: RS
    Data: 25/09/2008 09:17

    Se os hospitais obrigassem seus trabalhadores como médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem a trocarem de roupas e de calçados dentro do hospital para poderem trabalhar, a contaminação hospitalar seria eliminada praticamente na sua totalidade. É comum ver esses trabalhadores em coletivos, na rua e em outros locais com a mesma roupa que atendem pacientes em quartos e blocos cirúrgicos, bem como saindo de um hospital e indo dar plantão em outro com a mesma roupa e calçado que já usou. Pode?



Escrito por Leandro Alano às 23h03
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